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| Polypodium leucotomos COMO AGENTE DE FOTOPROTEÇÃO SISTÊMICA | |
| 1TÚLIO TOZZI FEDRIGO, 2KARINA SAKUMOTO, 3JORGE FERNANDES DE AZEVEDO, 4FRANCIELI GESLEINE CAPOTE BONATO, 5DAVIT WILLIAN BAILO, 6DANIELA DIB GONCALVES | |
| 1Mestrando em Ciência Animal com Ênfase em Produtos Bioativos, UNIPAR 2Doutoranda em Ciência Animal Com Ênfase Em Produtos Bioativos, UNIPAR 3Doutorando em Ciência Animal Com Ênfase Em Produtos Bioativos, UNIPAR 4Doutoranda em Ciência Animal Com Ênfase Em Produtos Bioativos, UNIPAR 5Mestrando em Ciência Animal com Ênfase em Produtos Bioativos, UNIPAR 6Docente do PPG em Ciência Animal com Ênfase em Produtos Bioativos, UNIPAR |
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| Introdução: A proteção contra os efeitos da radiação ultravioleta (RUV) é essencial para prevenir tanto o câncer de pele quanto o envelhecimento cutâneo precoce. A exposição à esses raios causa lesões no DNA, inflamação e imunossupressão, além de promover alterações na matriz extracelular que aceleram o envelhecimento da pele. Medidas comportamentais, como evitar exposição solar excessiva e utilizar vestimentas e acessórios protetores, além do uso de filtros solares, são adotadas como estratégias preventivas. No entanto, além da proteção tópica, tem-se investigado a eficácia da fotoproteção sistêmica, por meio do consumo oral de compostos antioxidantes como polifenóis e carotenoides (Parrado et al., 2018). Um dos agentes mais estudados nesse contexto é o extrato aquoso padronizado da samambaia Polypodium leucotomos, pertencente à família Polypodiaceae e ao gênero Phlebodium, nativa da América Central e do Sul, onde já era utilizada na medicina tradicional para tratar afecções cutâneas (Rodríguez-Luna et al., 2023). Objetivo: Realizar uma revisão de literatura a fim de analisar o potencial do extrato de Polypodium leucotomos como agente de fotoproteção sistêmica. Desenvolvimento: O sol emite diversas ondas eletromagnéticas, sendo a luz ultravioleta (UV) a mais nociva aos compostos celulares. A radiação UV atua como mutágeno e agente lesivo inespecífico. Conforme o comprimento de onda, divide-se em UVA (320–400 nm), UVB (280–320 nm) e UVC (200–280 nm) (Dʼorazio et al., 2013). A camada de ozônio bloqueia grande parte da UVB e UVC, de modo que a radiação que alcança a pele até o momento é composta por 5–10% de UVB (290–315 nm) e 90–95% de UVA (315–400 nm). Embora menos energética, a radiação UVA penetra mais profundamente na pele devido ao seu maior comprimento de onda (Mohania et al., 2017). Ambos os tipos, UVA e UVB, são responsáveis por danos cutâneos, como fotocarcinogênese e fotoenvelhecimento, além de estarem envolvidos em outras lesões cutâneas. A fotoproteção por sua vez, reduz os efeitos dos Raios UV, ela pode ser classificada em proteção física (roupas, chapéus, óculos), tópica (barreiras físicas que refletem e dispersam a luz e barreiras químicas que absorvem a luz) e sistêmicas (antioxidantes, osmólitos e enzimas reparadoras de DNA), que vem sendo amplamente estudadas. Os fotoprotetores sistêmicos exercem sua ação principalmente através de propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Esse é um tema em crescente destaque na dermatologia, com pesquisas demonstrando que tais substâncias não apenas reforçam a proteção durante a exposição solar, como também auxiliam na reparação de danos cutâneos já causados pela radiação ultravioleta. Dessa forma, seu uso pode ser indicado como complemento às estratégias tradicionais de proteção contra os efeitos da radiação UV (González et al., 2018). O extrato de Polypodium leucotomos (EPL), se caracteriza como um fotoprotetor sistêmico, obtido naturalmente de fontes nativas. 28. rico em polifenóis, foi desenvolvido para fotoproteção e lançado como Fernblock® em 2000, sendo usado oral e tipicamente em diversos países desde 2006. O extrato é composto por diversos ácidos fenólicos, responsáveis por suas propriedades antioxidantes e fotoprotetoras. Entre eles destacam-se: ácido 4-hidroxibenzoico, ácido protocatecuico (3,4-dihidroxibenzoico), ácido vanílico (4-hidroxi-3-metoxibenzoico), ácido cafeico (3,4-dihidroxicinâmico), ácido p-cumárico (4-hidroxicinâmico), ácido ferúlico (3-metoxi-4-hidroxicinâmico), ácido 4-hidroxicinamoilquínico e cinco isômeros do ácido clorogênico. 3. Dentre esses, os ácidos ferúlico e cafeico são os antioxidantes mais potentes. Estudos já demonstraram que extratos das folhas são mais potentes e produzem resultados mais significativos e que a melhor atividade antioxidante e fotoprotetora é obtida com extrato aquoso extraído em pH básico (González et al., 2018). O extrato também demonstrou proteger fibroblastos e queratinócitos, prevenindo danos às membranas celulares e à peroxidação lipídica (32). Além disso, o EPL age como sequestrador direto de espécies reativas de oxigênio, neutralizando compostos como ânion superóxido, radical hidroxila, oxigênio molecular e peróxido de hidrogênio. Também impede a oxidação da glutationa, reforçando a defesa antioxidante celular (Mulero et al., 2008). Esses efeitos foram comprovados pela redução dos níveis de 8-OH-dG, um marcador clássico de dano oxidativo ao DNA (Zattra et al., 2009). Conclusão: O extrato de Polypodium leucotomos tem se destacado como um eficaz agente de fotoproteção sistêmica, atuando por meio de múltiplos mecanismos, especialmente sua expressiva atividade antioxidante. Rico em compostos fenólicos, o EPL demonstra potencial na neutralização de espécies reativas de oxigênio, na proteção celular contra danos oxidativos e na prevenção de lesões induzidas pela radiação ultravioleta. Assim, seu uso representa uma estratégia promissora e complementar às abordagens tradicionais de fotoproteção, contribuindo tanto para a prevenção quanto para a reparação de danos cutâneos. |
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| Referências: DʼORAZIO, J. et al. UV radiation and the skin. International Journal of Molecular Sciences, [s.l.], v. 14, n. 6, p. 12222-12248, 2013. Disponível em: https://doi.org/10.3390/ijms140612222. Acesso em: 6 ago. 2025. GONZÁLEZ, S. et al. Comparison of several hydrophilic extracts of Polypodium leucotomos reveals different antioxidant moieties and photoprotective effects in vitro. Journal of Medicinal Plants Research, [s.l.], v. 12, n. 22, p. 336-345, 2018. MOHANIA, D. et al. Ultraviolet radiations: skin defense-damage mechanism. In: Ultraviolet light in human health, diseases and environment. [s.l.]: Springer, 2017. p. 71-87. MULERO, M. et al. Polypodium leucotomos extract inhibits glutathione oxidation and prevents Langerhans cell depletion induced by UVB/UVA radiation in a hairless rat model. Experimental Dermatology, [s.l.], v. 17, p. 653–658, 2008. Disponível em: https://doi.org/10.1111/j.1600-0625.2008.00734.x. Acesso em: 6 ago. 2025. PARRADO, C. et al. Oral photoprotection: effective agents and potential candidates. Frontiers in Medicine, [s.l.], v. 5, p. 188, 2018. Disponível em: https://doi.org/10.3389/fmed.2018.00188. Acesso em: 6 ago. 2025. RODRÍGUEZ-LUNA, A. et al. Clinical applications of Polypodium leucotomos (Fernblock®): an update. Life, [s.l.], v. 13, n. 7, p. 1513, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.3390/life13071513. Acesso em: 6 ago. 2025. ZATTRA, E. et al. Polypodium leucotomos extract decreases UV-induced COX-2 expression and inflammation, enhances DNA repair, and decreases mutagenesis in hairless mice. American Journal of Pathology, [s.l.], v. 175, p. 1952–1961, 2009. Disponível em: https://doi.org/10.2353/ajpath.2009.090070. Acesso em: 6 ago. 2025 |
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