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| ANSIEDADE DE SEPARAÇÃO EM CÃES – REVISÃO DE LITERATURA | |
| 1GEOVANNA BARRETO DE MACEDO SILVA, 2GUILHERME SILAS FORTUNA, 3CAMILA MEIRE DA SILVA CALDEIRA, 4BRUNA CAROLINA MARQUARDT, 5ADRIELLY DISSENHA | |
| 1Acadêmica da Pós-Graduação Em Ciência Animal Com Ênfase Em Produtos Bioativos da UNIPAR /Taxista CAPES 2Acadêmico da Pós-Graduação em Ciência Animal Com Ênfase Em Produtos Bioativos da UNIPAR /Bolsista CNPq 3Acadêmica da Pós-Graduação em Ciência Animal Com Ênfase Em Produtos Bioativos da UNIPAR /Taxista 4Acadêmica da Pós-Graduação em Ciência Animal Com Ênfase Em Produtos Bioativos da UNIPAR /Taxista 5Docente da Pós-Graduação em Ciência Animal da UNIPAR |
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| Introdução: A ansiedade de separação pode ser definida por um conjunto de comportamentos que os animais apresentam em consequência de um período de solidão ou quando são afastados da sua referência principal de vínculo (Soares et al., 2010). Existem sinais descritos na síndrome que incluem: inquietação, andar compulsivo, emêse, sialorreia, tremores, hiperventilação e taquicardia, bem como mudanças no local ou horários de micção e defecação, ou até mesmo diarreia; alguns animais podem apresentar vocalização excessiva, automutilação agressividade e eventualmente apatia em momentos de solidão (Schwartz, 2003). Objetivo: Descrever a patologia abordando suas principais causas, manifestações clínicas, formas de diagnóstico e estratégias de tratamento, visando promover o bem-estar animal e melhorar a qualidade de vida dos animais afetados e de seus responsáveis. Desenvolvimento: Cães que apresentam comportamento anormal relacionado à separação tendem a reagir de forma semelhante em situações cotidianas que geram frustração ou medo, manifestando sinais da síndrome (Konok; Dóka; Miklósi, 2022). Os autores Landsberg et al. (2004) descrevem que os sinais clínicos ocorrem com a ausência do responsável, que é a figura central de vínculo do cão, ocorrendo assim a hipervinculação, descrita como uma condição necessária para a síndrome. As mudanças de comportamento podem ser explicadas como um esforço de restabelecer contato com a matilha pela vocalização, que é direcionada ao responsável, ou mesmo quando ocorre uma destruição no ambiente, demostrando a tentativa de estabelecer uma rota de fuga (Soares et al., 2009). Verifica-se que filhotes com exercício e socialização não bem desenvolvidos nas primeiras fases de vida, além do desmame precoce, são predisponentes para o desenvolvimento da síndrome (Tiira; Lohi, 2015). Também são propensos cães que tiveram experiências traumáticas quando sozinhos ou que experenciaram mudanças repentinas na configuração familiar (Konok et al., 2015). Portanto, quando a relação do homem com animal ocorre de forma equivocada, os prejuízos podem ser graves para ambos (Neto et al., 2022). O diagnóstico da síndrome é difícil, e se baseia em elementos que acontecem quando o responsável não está presente, portanto, imagens ou relatos de vizinhos podem demonstrar o real quadro do paciente, sendo mais eficaz do que um questionário simples (Palestrini et al., 2010). Meneses et al. (2021) demostram que o tratamento da enfermidade deve ser estabelecido com medidas que foquem no manejo comportamental e ambiental, em associação com a terapia farmacológica. Conclusão: A ansiedade de separação é uma síndrome comportamental e fisiológica desencadeada pela ausência do responsável. Seu diagnóstico é desafiador e o tratamento requer uma abordagem multidisciplinar, com manejo ambiental, comportamental, farmacológico e, principalmente, conscientização dos responsáveis sobre a importância da identificação e intervenção precoce. |
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| Referências: LANDSBERG, G.; HUNTHAUSEN, W.; ACKERMAN, L. Problemas comportamentais do cão e do gato. 1. ed. São Paulo: Roca, 2004. 504 p. MENESES, T. et al. Review of epidemiological, pathological, genetic, and epigenetic factors that may contribute to the development of separation anxiety in dogs. Journal of the American Veterinary Medical Association (JAVMA), v. 259, n. 10, p. 1118–1129, 15 nov. 2021. PALESTRINI, C. et al. Video analysis of dogs with separation-related behaviors. Applied Animal Behaviour Science, v. 124, n. 1-2, p. 61–67, 2010. SCHWARTZ, S. Separation anxiety syndrome in dogs and cats. Journal of the American Veterinary Medical Association, v. 222, n. 11, p. 1526–1532, 2003. SOARES, G. M.; TELHADO, J.; PAIXÃO, R. L. Estudo exploratório da síndrome de ansiedade de separação em cães de apartamento. Ciência Rural, v. 40, n. 3, p. 548–553, 2010. SOARES, G. M. et al. Construção e validação de um questionário para identificação da Síndrome de Ansiedade de Separação em cães domésticos. Ciência Rural, Santa Maria, v. 39, n. 3, p. 778–784, maio/jun. 2009. SOUSA NETO, J. B. et al. Síndrome de ansiedade de separação animal na população canina de Teresina/Piauí, Brasil. Ciência Animal, v. 32, n. 4, p. 1–7, out./dez. 2022. TIIRA, K.; LOHI, H. Early life experiences and exercise associate with canine anxieties. PLoS ONE, v. 10, n. 11, p. e0141907, 2015. KONOK, V. et al. Influence of Ownersʼ Attachment Style and Personality on Their Dogsʼ (Canis familiaris) Separation-Related Disorder. PLOS ONE, v. 10, n. 2, 23 fev. 2015. KONOK, Veronika; DÓKA, Antal; MIKLÓSI, Ádám. Separation-related behavior of dogs shows association with their reactions to everyday situations that may elicit frustration or fear. Applied Animal Behaviour Science, v. 251, p. 105626, 2022. |
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