EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO BRASIL: CONCEITOS E AÇÕES  
1MATHEUS MENDES PASCOAL, 2MARINA PEREIRA MORI, 3BRUNA AGOSTINIS, 4ERICA TEODORO ROCHA, 5SANDRA GARCIA NEVES
1Enfermeiro e Gestor Hospitalar. Mestre em Sociedade e Desenvolvimento pela Unespar – Campus de Campo Mourão
2Pedagoga. Mestranda em Sociedade e Desenvolvimento pela Unespar – Campus de Campo Mourão
3Pedagoga. Doutoranda em Educação pela Universidade Estadual de Maringá
4Pedagoga. Doutoranda em Educação pela Universidade Estadual de Maringá
5Pedagoga e Psicológa. Doutora em Educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Introdução: As últimas três décadas foram marcadas por uma significativa evolução nas políticas públicas brasileiras de educação especial, que transitaram do modelo biomédico da deficiência para o modelo social. Essa mudança representa uma redefinição fundamental na compreensão e abordagem da deficiência (BOFF; MACHADO, 2024). Historicamente, o modelo biomédico concebia a deficiência como um desvio da norma, pressupondo um ideal normativo de corpo e mente. Indivíduos que não se adequavam a esse padrão eram considerados inadequados e, portanto, necessitariam de reabilitação. Essa ótica frequentemente levava à percepção da deficiência como uma tragédia pessoal, individualizando o problema e as soluções (BAGLIERI, 2024). Assim, buscou-se responder a seguinte pergunta de pesquisa: Qual é o conceito de educação inclusiva e sua importância para educação?
Objetivo: Apresentar o conceito de educação inclusiva e refletir sobre sua importância na educação.
Desenvolvimento: Tratou-se de uma revisão bibliográfica. Para isso realizou-se a busca na base de dados Scientific Electronic Library Online – Scielo utilizando-se os filtros: Coleções: Brasil, Ano de Publicação: 2021-2024, SciELO Área Temática: Ciências Humanas, WoS Áreas Temáticas: Educacional e Education, Tipo de Literatura: Artigo e Citável, resultando em 359 artigos. O processo de exclusão deu-se com a leitura dos resumos e títulos dos artigos, sendo descartados pesquisas que não abordavam o tema e que não foram considerado relevante pelos autores, totalizando 05 artigos para leitura na íntegra e realização da pesquisa. O modelo de educação inclusiva e especial no Brasil representa uma transformação política e pedagógica crucial, afastando-se de uma visão patologizante da deficiência para um paradigma transversal que assegura o direito universal à educação. Essencialmente, ele foca no atendimento educacional especializado (AEE), na formação de professores, na participação familiar e comunitária, na acessibilidade plena e na articulação de políticas públicas, visando promover a aprendizagem e o acesso equitativo à escola para todos os estudantes com deficiência e transtornos (BOFF; MACHADO, 2024, BAGLIERI, 2024). Socialmente promover a educação inclusiva é necessário. Nos processos de ensino e aprendizagem o professor deve planejar levando em consideração as características do estudante e promover o ambiente inclusivo com recursos pedagógicos e estratégias de ensino adaptadas. As adaptações consistem em modelos de apoio e trabalho colaborativo através de tutoria por pares, com supervisão do professor ou um colega tutor e tutorado, consultoria colaborativa ou coensino, formado entre um professor de ensino comum e um de educação especial, formas de comunicação através de gestos, movimentos corporais, expressões faciais, além da comunicação oral e tipos de instruções, materiais e recursos pedagógicos. Ainda há necessidade de adaptações como tempo maior para realização de atividades e provas e o uso de recursos para estimular o estudante participar das atividades (BASSO-BRAZ et al, 2024). As formas de inclusão promovem oportunidades, equidade, e possiblitam o enfrentamento da exclusão e marginalização da aprendizagem. Deve-se formar parcerias com a sociedade civil, também promover parcerias com municípios e articulação horizontal para desenvolvimento e fortalecimento das ações, verificando a aplicação das metas e objetivos para os estudantes, tornando o ensino de qualidade e desenvolvendo capacidades que possibitem a produção de novos conhecimentos e informações no espaço escolar (SILVA, 2024; NOVAIS, 2024).
Conclusão: Para que a educação inclusiva seja verdadeiramente efetiva, é imperativo quebrar paradigmas e superar retrocessos, investindo na expansão de salas de recursos multifuncionais e na contratação de profissionais qualificados, como professores de AEE, psicólogos e terapeutas. É crucial desenvolver planos de atendimento educacional especializado individualizados e disponibilizar materiais didáticos inclusivos e adaptados para cada estudante. A capacitação continuada de todos os professores em educação inclusiva, abrangendo estratégias pedagógicas diferenciadas, tecnologias assistivas e a identificação de necessidades especiais, é fundamental. Além disso, é essencial incentivar modelos de trabalho colaborativo e a criação de redes de apoio para educadores, promovendo a troca de experiências. Por fim, o investimento em acessibilidade arquitetônica, a aplicação de adaptações avaliativas e a promoção de campanhas para desmistificar transtornos e deficiências na comunidade são indispensáveis para consolidar um ambiente educacional verdadeiramente inclusivo.
Referências:
BASSO-BRAZ, Aline et al. ESTRATÉGIAS PARA A INCLUSÃO DE ESTUDANTES COM DEFICIÊNCIAS NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA. Revista Movimento, v.30, e.30021, p.01-21, 2024. Disponível em: https://www.scielo.br/j/mov/a/T8J7hDLymprVf4WRrnMvJqD/?lang=pt Acesso em: 19. Jul.2025.
BAGLIERI, Susan. Cuidado e Educação Inclusiva: uma perspectiva dos estudos da deficiência. Revista Educação & Realidade, v.49, e.141807, p.01-24, 2024. Disponível em: https://www.scielo.br/j/edreal/a/WG4FnjWNvpf5S35K5LFZm9J/?lang=pt. Acesso em: 19. Jul.2025.
BOFF, Ana Paula; MACHADO, Andreia de Bem. Educação especial na perspectiva inclusiva: uma revisão pautada no direito de todos à educação. Educar em Revista, v.40, e.85133, p.01-17, 2024. Disponível em: https://www.scielo.br/j/er/a/PSzsBQhDNrRkQNkStgSsGbQ/?lang=pt Acesso em: 19. Jul.2025.
NOVAIS, Valéria Silva de Moraes; AKKARI, Abdeljalil. As políticas educativas para a educação de jovens e adultos no Brasil na perspectiva da agenda 2030: argumentos para um debate. Revista Brasileira de Educação, v.29, e.290090, p.01-20, 2024. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbedu/a/tCn84PRSQwXv8kRxwKmgZvH/?lang=pt Acesso em: 19. Jul.2025.
SILVA, Fabiany de Cássia Tavares. Sentidos de Política, Práticas e Inclusão na Educação Especial. Revista Brasileira de Educação Especial, v.30, e.0102, p.01-14, 2024. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbee/a/xhD4m6GgkTWhyYPBLKcQfsb/?lang=pt Acesso em: 19. Jul.2025.