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| BENEFÍCIOS DA PELE DE TILÁPIA NO TRATAMENTO DE QUEIMADURAS | |
| 1MARIA BEATRIZ MATOS LIMA, 2CLEVERSON APARECIDO DE MOURA MARTINS, 3GIULIANA ZARDETO | |
| 1Acadêmica do PIC/UNIPAR 2Acadêmico do curso de Educação Física da UNIPAR 3Docente da UNIPAR |
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| Introdução: As queimaduras são lesões resultantes da exposição a agentes térmicos, elétricos ou químicos, que variam em gravidade de acordo com a profundidade atingida na pele, classificando-se em três graus distintos. De acordo com o Ministério da Saúde (2012), essas lesões representam um problema de saúde pública, devido à sua frequência e ao impacto físico e psicológico nos pacientes. Durante a pandemia de COVID-19, observou-se um aumento significativo nos casos de queimaduras, especialmente provocadas pelo uso incorreto do álcool, um produto amplamente utilizado como medida preventiva contra o vírus (Brasil, 2012). Objetivo: Destacar a relevância do estudo da pele da tilápia no tratamento de queimaduras. Desenvolvimento: Dados da Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ, 2023) apontam que, entre março e novembro de 2020, ocorreram cerca de 700 internações por esse tipo de acidente, evidenciando a necessidade de aprofundamento nesse nicho da saúde pública. A maioria dos casos de queimadura ocorre em ambiente domiciliar, sendo as crianças as mais afetadas. Em seguida, destacam-se os adultos, vítimas de acidentes de trabalho, e as mulheres, geralmente envolvidas em acidentes domésticos. Os idosos também se mostram particularmente vulneráveis, devido à fragilidade física associada ao envelhecimento. Globalmente, estima-se que queimaduras sejam responsáveis por aproximadamente 180.000 mortes anuais, especialmente em países de baixa e média renda, como o Brasil. Além dos óbitos, há ainda consequências como internações prolongadas, desfiguração, limitações funcionais e impactos emocionais, que podem levar ao estigma e à exclusão social (Lima et al., 2020). No ambiente hospitalar, o tratamento das queimaduras segue protocolos que envolvem higienização com clorexidina degermante e aplicação de sulfadiazina de prata a 1%, sendo o desbridamento cirúrgico necessário em alguns casos (Souza et al., 2019). No entanto, pesquisas recentes têm apontado alternativas terapêuticas inovadoras, como o uso da pele de tilápia do Nilo, que demonstra potencial para acelerar a cicatrização, reduzir infecções e melhorar os resultados estéticos das lesões. Rica em colágeno tipo I, ela contribui significativamente para a regeneração dos tecidos, promovendo uma cicatrização mais rápida e eficaz. Além disso, sua estrutura e resistência permitem que ela permaneça aderida à lesão por mais tempo, o que reduz a necessidade de trocas frequentes de curativos e, consequentemente, diminui a dor e o risco de infecção. A pele também apresenta propriedades antimicrobianas naturais, funcionando como uma barreira protetora contra agentes externos. Outro ponto positivo é a melhora na qualidade estética da cicatriz, com menor formação de quelóides (Lima-Junior et al., 2017). A tilápia, por sua adaptação a ambientes tropicais, é facilmente encontrada no Brasil, tornando-se uma opção viável e acessível (Ferreira, 2023). Conclusão: Por fim, ressalta-se o papel essencial da equipe de enfermagem no cuidado com pacientes queimados, especialmente na realização de curativos. A atuação desses profissionais deve estar embasada em protocolos atualizados e práticas baseadas em evidências científicas, garantindo maior eficácia nos tratamentos e melhor recuperação dos pacientes. Sendo assim, mais estudos acerca do assunto são necessários a fim de utilizarmos como tratamento alternativo na cicatrização de feridas. |
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| Referências: BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de tratamento de queimaduras. Brasília: Ministério da Saúde, 2012. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_tratamento_queimaduras.pdf. Acesso em: 15 jul. 2025. FERREIRA, J. C. Atuação da enfermagem no cuidado a pacientes vítimas de queimaduras. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 76, n. 2, p. 245–251, 2023. LIMA, R. M. et al. Impactos físicos e psicossociais das queimaduras: uma revisão integrativa. Revista de Saúde Pública, v. 54, n. 18, p. 1–9, 2020. LIMA-JUNIOR, E. M. et al. The use of tilapia skin as a xenograft for the treatment of burn injuries: a case report. Journal of Burn Care & Research, v. 38, n. 1, p. e595–e599, 2017. SOCIEDADE BRASILEIRA DE QUEIMADURAS (SBQ). Queimaduras aumentam durante pandemia de COVID-19. 2023. Disponível em: https://www.sbqueimaduras.org.br. Acesso em: 15 jul. 2025. SOUZA, L. A. et al. Protocolos assistenciais no tratamento de queimaduras em unidades de saúde. Revista Brasileira de Terapias, v. 13, n. 3, p. 105–112, 2019. |
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