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| COMPLICAÇÕES GESTACIONAIS RELACIONADAS AO CONSUMO DE ÁLCOOL | |
| 1ELIZETE FATIMA FACHIM , 2MILENA ZONIN PEREIRA, 3ANA CAROLINA MOREIRA, 4DANIELE VITORIA BILESKI, 5HAYANI SANCHES | |
| 1Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 3Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 4Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 5Docente da UNIPAR |
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| Introdução: A gestação é um período crítico que demanda cuidados intensivos com a saúde materna para assegurar o desenvolvimento fetal adequado e o bem-estar pós-natal. Dentre os diversos fatores e agentes teratogênicos que podem comprometer o desenvolvimento fetal, o álcool destaca-se como um dos mais relevantes em termos de saúde pública, estando associado tanto a desfechos gestacionais desfavoráveis quanto a comprometimentos irreversíveis no neurodesenvolvimento infantil (Neto et al., 2021). Objetivo: Investigar, por meio de revisão bibliográfica, quais são as complicações materno-fetais decorrentes do consumo de álcool na gestação, com ênfase nos riscos, manifestações clínicas e estratégias de prevenção documentadas na literatura científica. Material e Métodos: Revisão da literatura (2019-2025) em bases indexadas, com análise crítica de estudos sobre complicações gestacionais por álcool e estratégias de prevenção materno-fetal. Resultados: O consumo de álcool durante a gestação, mesmo em pequenas quantidades, está associado a graves complicações, incluindo abortamento, restrição de crescimento intrauterino, baixo peso ao nascer, parto prematuro e óbito fetal (OPAS, 2019). Além disso, a exposição fetal ao álcool é um fator de risco para os Transtornos do Espectro Alcoólico Fetal (TEAF), com destaque para a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF), que pode causar dismorfismos faciais, déficits neurocognitivos, malformações e comprometimentos comportamentais permanentes, além de possíveis alterações cardiorrenais. Evidências também relacionam essa exposição a um maior risco de transtornos psiquiátricos, como esquizofrenia e autismo (Mendonça et al., 2024). Discussão: O consumo de álcool durante a gestação, embora culturalmente associado a celebrações e hábitos sociais, representa um grave risco à saúde fetal. O etanol atravessa a barreira placentária, expondo o feto a danos irreversíveis, cuja gravidade varia conforme a quantidade consumida, o estágio gestacional e a a predisposição genética (Silva et al., 2022). Não há dose segura de álcool na gravidez, pois mesmo quantidades mínimas podem desencadear malformações e distúrbios neurológicos permanentes, devido à interferência em processos metabólicos essenciais (Mendonça et al., 2024). A gestante apresenta metabolismo reduzido, prolongando a permanência do álcool em sua circulação e no líquido amniótico. Como o feto não metaboliza eficientemente a substância, fica exposto à mesma concentração alcoólica que a mãe, elevando o risco de anomalias físicas e cognitivas. Essa condição configura-se não apenas um desafio de saúde pública, mas também um problema social complexo, já que as crianças afetadas frequentemente necessitam de acompanhamento educacional especializado e suporte psicológico contínuo ao longo do desenvolvimento (Maia et al., 2019). A prevenção dos Transtornos do Espectro Alcoólico Fetal e da Síndrome Alcoólica Fetal requer estratégias integradas de saúde pública. É fundamental priorizar campanhas educativas que alertem sobre os riscos do consumo de álcool na gestação, enfatizando a abstinência total durante a gravidez. Paralelamente, deve-se oferecer suporte especializado, incluindo acolhimento psicológico, orientação profissional e, quando necessário, tratamento para dependência química, garantindo acesso a serviços de saúde adequados (Castro et al., 2023). As intervenções devem ainda considerar os determinantes sociais, com atenção especial a grupos vulneráveis, como gestantes adolescentes e mulheres em situação de risco, fortalecendo redes comunitárias de apoio que promovam hábitos saudáveis (Ribeiro et al., 2022). A capacitação dos profissionais de saúde é igualmente crucial para uma abordagem eficaz. Eles devem estar preparados para identificar gestantes em risco e implementar estratégias preventivas, adotando uma postura acolhedora e não-julgativa que facilite o diálogo aberto sobre o consumo de álcool. A detecção precoce combinada com aconselhamento adequado pode interromper o uso da substância e prevenir danos ao feto (Santos et al., 2023). Essa abordagem multidisciplinar, que engloba educação, suporte social e assistência qualificada, é essencial para reduzir a incidência desses transtornos e seus impactos no desenvolvimento infantil. Conclusão: Diante das evidências científicas, o consumo de álcool na gestação está comprovadamente associado a graves complicações neonatais, assim a abstinência total de álcool durante a gravidez consolida-se como a única medida segura para garantir a saúde fetal. Esta constatação demanda a implementação de políticas públicas efetivas de prevenção e conscientização, visando proteger o binômio materno-infantil e prevenir os graves transtornos associados à exposição etílica intrauterina. |
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| Referências: CASTRO, Kayky et al. Métodos diagnósticos e repercussões clínicas da Síndrome Alcoólica Fetal. Pesquisa, sociedade e desenvolvimento , v. 12, n. 8, pág. e2712842792-e2712842792, 2023. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/42792. MAIA, Jair Alves et al. Uso de drogas por mulheres durante o período gestacional. Revista enfermagem contemporânea, v. 8, n. 1, p. 25-32, 2019. Disponível em: https://journals.bahiana.edu.br/index.php/enfermagem/article/view/1744. MENDONÇA, Helena et al. Síndrome alcoólica fetal: impactos do consumo de álcool na gravidez e prevenção. Periódicos Brasil. Pesquisa Científica, v. 3, n. 2, p. 2136-2145, 2024. Disponível em: https://periodicosbrasil.emnuvens.com.br/revista/article/view/268. NETO, Bianca et al. Síndrome Alcoólica Fetal: Atuação do Enfermeiro no Cenário da Consulta de Enfermagem. Epitaya E-books, v. 1, n. 11, p. 126-139, 2021. Disponível em: https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/270. ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE. Curso virtual da OPAS aborda consumo de álcool durante a gravidez. 25 jun. 2019. Disponível em: https://www.paho.org/pt/noticias/25-6-2019-curso-virtual-da-opasaborda-consumo-alcool-durante-gravidez. RIBEIRO Silva Menezes et al. Síndrome alcoólica fetal, uma questão de saúde pública. Revista multidisciplinar do sertão, v. 4, n. 4, p. 384-391, 2022. Disponível em: https://revistamultisertao.com.br/index.php/revista/article/view/456. SANTOS, Erica Patrícia et al. Síndrome alcóolica fetal e suas consequências sistêmicas e estomatognáticas-uma revisão integrativa. Revista Gestão & Saúde, v. 25, n. 1, 2023. Disponível em: https://revista.herrero.com.br/index.php/gestaoesaude/article/view/40. SILVA, Tania Pereira et al. Síndrome alcoólica fetal e consequências no neurodesenvolvimento infantil: uma revisão bibliográfica. Research, society and development, v. 11, n. 5, p. e23511528091-e23511528091, 2022. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/28091. |
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