TERAPIA ASSISTIDA POR ANIMAIS (TAA): UMA REVISÂO LITERÁRIA  
1GUILHERME SILAS FORTUNA, 2GEOVANNA BARRETO DE MACEDO SILVA, 3CAMILA MEIRE DA SILVA CALDEIRA, 4BRUNA CAROLINA MARQUARDT, 5MARIANE CYNARA DA SILVA, 6ADRIELLY DISSENHA
1Acadêmico do Curso de Mestrado Em Ciência Animal Com ênfase Em Produtos Bioativos da UNIPAR/Bolsista CPNq
2Acadêmica do Curso de Mestrado Em Ciência Animal Com ênfase Em Produtos Bioativos da UNIPAR/Taxista
3Acadêmica do Curso de Mestrado Em Ciência Animal Com ênfase Em Produtos Bioativos da UNIPAR/Taxista
4Acadêmica do Curso de Mestrado Em Ciência Animal Com ênfase Em Produtos Bioativos da UNIPAR/Taxista
5Acadêmica do Curso de Mestrado Em Ciência Animal Com ênfase Em Produtos Bioativos da UNIPAR/Taxista
6Docente da Pós-Graduação em Ciência Animal da UNIPAR
Introdução: A Terapia Assistida por Animais (TAA) é uma prática terapêutica consolidada em diversos países e vem ganhando crescente interesse da comunidade científica e profissional no Brasil (Fischer, 2016). Sua aplicação fundamenta-se na interação entre seres humanos e animais com fins terapêuticos, visando promover melhorias nos aspectos físicos, cognitivos, emocionais e sociais de pacientes de diferentes idades e diagnósticos (Gpos,  2009). Historicamente, o uso terapêutico dos animais remonta ao século XVIII, e desde então, a prática vem sendo estudada sob múltiplas perspectivas, incluindo a médica, psicológica, educacional e bioética (Machado, 2008).
Objetivos: O objetivo geral é avaliar estudos que demonstram os benefícios da TAA e identificar suas aplicações clínicas, além de refletir sobre os aspectos éticos envolvidos na prática.
Desenvolvimento: A TAA é dividida em duas principais modalidades: a Atividade Assistida por Animais (AAA), que tem caráter recreativo e motivacional; e a Terapia Assistida por Animais (TAA), com objetivos terapêuticos específicos conduzidos por profissionais da saúde (Mandrà, 2019; Fischer, 2016). Estudos demonstram sua aplicação em diversas condições clínicas, como autismo, paralisia cerebral, depressão, demência, doenças crônicas, entre outras (Yamamoto, 2012). Dentre os animais utilizados, o cão é o mediador mais frequente, seguido por cavalos, gatos, peixes e até insetos (Machado, 2008). Os benefícios relatados incluem melhora no humor, socialização, coordenação motora, autoestima, redução da dor e da ansiedade (Gpos 2009; Machado, 2008). A equoterapia, uma forma de TAA com cavalos, é amplamente empregada para reabilitação física e postural (Mandrà, 2019). Do ponto de vista bioético, ressalta-se a importância de garantir o bem-estar animal e de evitar uma abordagem antropocêntrica utilitarista (Fischer, 2016). O uso dos animais como co-terapeutas exige regulamentações éticas que assegurem sua saúde, segurança e integridade emocional (Machado, 2008). Além dos benefícios físicos, emocionais e sociais, a TAA também promove efeitos químicos positivos no organismo dos pacientes (Mandrà, 2019). A interação com os animais pode desencadear a liberação de neurotransmissores e hormônios relacionados ao bem-estar, como a dopamina, serotonina e ocitocina, responsáveis pela sensação de prazer, relaxamento e vínculo afetivo (Yamamoto, 2012). Simultaneamente, há redução dos níveis de cortisol, hormônio associado ao estresse, o que contribui para o alívio da ansiedade e da tensão (Mandrà, 2019; Fischer, 2016). Esses efeitos bioquímicos ajudam a estabilizar o humor, fortalecer o sistema imunológico e potencializar os resultados de tratamentos convencionais, promovendo uma resposta terapêutica mais eficaz e integrada (Gpos, 2009). 
Conclusão: Terapia Assistida por Animais se revela como uma abordagem terapêutica eficaz, complementar e humanizadora, que promove benefícios significativos à saúde e bem-estar de pacientes. No entanto, é essencial que sua prática seja conduzida por equipes multidisciplinares e supervisionada por comitês éticos, respeitando não apenas os direitos dos pacientes, mas também o bem-estar dos animais envolvidos.
Referências:
FISCHER, Marta Luciane; Amorim Zanatta, Amanda; Rezende Adami, Eliana. Una mirada de la bioética para la zooterapia. Revista Latinoamericana de Bioética, v. 16, n. 1, p. 174-197, 2016. Disponível em: DOI: http://dx.doi.org/10.18359/rlbi.1460. Acesso em: 05/05/2025.
GPOS, Anderlini. Cão-guia, muito mais do que uma companhia: Uma profissão. Revista CFMV, v. 15, n. 47, p. 8-12, 2009. Acesso em: 05/06/2025. 
MACHADO, Juliane de Abreu Campos et al. Terapia assistida por animais (TAA). Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária, v. 10, n. 6, p. 1-7, 2008. ISSN: 1679-7353. Acesso em: 05/06/2025. 
MANDRÁ, Patrícia Pupin et al. Terapia assistida por animais: revisão sistemática da literatura. In: CoDAS. Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, 2019. p. e20180243. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2317-1782/20182018243. Acesso em: 05/06/2025. 
YAMAMOTO, K. C. M. et al. Avaliação fisiológica e comportamental de cães utilizados em terapia assistida por animais (TAA). Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia, v. 64, p. 568-576, 2012. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0102-09352012000300007. Acesso em: 05/06/2025.