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| ESPOROTRICOSE COMO ZOONOSE EMERGENTE NO BRASIL | |
| 1GUILHERME SILAS FORTUNA, 2GEOVANNA BARRETO DE MACEDO SILVA, 3CAMILA MEIRE DA SILVA CALDEIRA, 4BRUNA CAROLINA MARQUARDT, 5MARIANE CYNARA DA SILVA, 6ADRIELLY DISSENHA | |
| 1Acadêmico do Curso de Mestrado Em Ciência Animal Com ênfase Em Produtos Bioativos da UNIPAR/Bolsista CPNq 2Acadêmica do Curso de Mestrado Em Ciência Animal Com ênfase Em Produtos Bioativos da UNIPAR/Taxista 3Acadêmica do Curso de Mestrado Em Ciência Animal Com ênfase Em Produtos Bioativos da UNIPAR/Taxista 4Acadêmica do Curso de Mestrado Em Ciência Animal Com ênfase Em Produtos Bioativos da UNIPAR/Taxista 5Acadêmica do Curso de Mestrado Em Ciência Animal Com ênfase Em Produtos Bioativos da UNIPAR/Taxista 6Docente da Pós-Graduação em Ciência Animal da UNIPAR |
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| Introdução: A esporotricose é uma micose subcutânea causada por fungos do gênero Sporothrix, com destaque para Sporothrix brasiliensis, que se tornou um problema de saúde pública no Brasil (Assis, 2022). Originalmente associada à atividades rurais, a doença ganhou caráter urbano devido à transmissão zoonótica, principalmente por gatos (Gonçalves, 2019). A região Sudeste, especialmente o Rio de Janeiro, registra o maior número de casos, mas a doença já se espalhou para outras regiões (Muniz, 2009). A esporotricose afeta tanto humanos quanto animais, com manifestações clínicas variadas, desde lesões cutâneas até formas sistêmicas graves. A falta de notificação compulsória em muitos estados e a escassez de conscientização populacional agravam o cenário (Pires et al., 2016). Além disso, o tratamento é prolongado e oneroso, impactando especialmente populações vulneráveis (Poester, 2019; Gonçalves, 2019). Este trabalho visa discutir os aspectos epidemiológicos, clínicos e sociais da esporotricose, destacando sua relevância como zoonose negligenciada. Objetivo: Analisar a esporotricose como uma zoonose emergente, abordando sua epidemiologia, transmissão, impacto na saúde pública e desafios para seu controle. Desenvolvimento: A esporotricose, doença antes considerada rara, tornou-se endêmica no Brasil, com surtos significativos em estados como Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco (Tóffoli, 2022; Assis, 2022). A transmissão ocorre principalmente por arranhaduras ou mordidas de gatos infectados, que abrigam Sporothrix brasiliensis, espécie altamente virulenta (Muniz, 2009). Em humanos, as manifestações incluem lesões cutâneas, linfáticas e, em casos graves, disseminação sistêmica, especialmente em indivíduos imunossuprimidos (Pires et al., 2016). A doença também possui um impacto social relevante, causando isolamento e estigma devido ao aspecto desagradável das lesões. O diagnóstico é baseado em exames micológicos e histopatológicos, mas a demora nos resultados e a falta de acesso à testes específicos dificultam o manejo precoce (Poester, 2019). O tratamento envolve antifúngicos como itraconazol e iodeto de potássio, porém a adesão é baixa devido ao custo e à duração prolongada da terapia (Assis, 2022; Muniz, 2009). A ausência de políticas públicas eficientes, como campanhas de conscientização e controle populacional de felinos, contribui para a disseminação da doença. Além disso, a esporotricose é negligenciada, com poucos investimentos em pesquisa e prevenção (Pires, 2016; Tóffoli, 2022). Conclusão: A esporotricose representa um desafio para a saúde pública, exigindo abordagens multidisciplinares e políticas eficazes para seu controle. A conscientização populacional e o acesso a tratamentos são essenciais para reduzir seu impacto na saúde humana e animal. |
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| Referências: ASSIS, Gabriela Silva et al. Esporotricose felina e saúde pública. Veterinária e Zootecnia, v. 29, p. 1-10, 2022. Disponível em: https://rvz.emnuvens.com.br/rvz/article/view/594. Acesso em: 03/06/2025. GONÇALVES, Juliana Cristina et al. Esporotricose, o gato e a comunidade. 2019. Disponível em: 10.18677/EnciBio_2019A62. Acesso em: 03/06/2025. MUNIZ, Adriana Silva; PASSOS, Joanir Pereira. Esporotricose humana: conhecendo e cuidando em enfermagem. Rev. enferm. UERJ, p. 268-272, 2009. Disponível em: BR1366.1. Acesso em: 03/06/2025. PIRES, Raphael Silva; PETER, Jonas Roni; ANDRADE, Fábio Cunha. A esporotricose e seu impacto social. VITTALLE-Revista de Ciências da Saúde, v. 28, p. 110-113, 2016. Disponível em: https://periodicos.furg.br/vittalle/article/view/6215. Acesso em: 03/06/2025. POESTER, Vanice Rodrigues et al. Desconhecimento de profissionais e ações de extensão quanto à esporotricose no extremo Sul do Brasil. VITTALLE-Revista de Ciências da Saúde, v. 31, n. 1, p. 8-14, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.14295/vittalle.v31i1.8214. Acesso em: 03/06/2025. TÓFFOLI, Estéfani Longo et al. Esporotricose, um problema de saúde pública: Revisão. Pubvet, v. 16, p. 133, 2022. Disponível em: https://doi.org/10.31533/pubvet.v16n12a1280.1-7. Acesso em: 03/06/2025. |
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